Livro do Profeta Habacuque

Capítulo 1:

O livro é escrito por Habacuque que significa abraço e provavelmente entre 612 a 597AC. O profeta Habacuque presencia a violência (Hamas), a iniquidade, a injustiça de uma nação pecaminosa sobre o mundo. Existe um clamor de salvação e não há resposta do socorro. O conceito de justiça e da lei de Deus não acontece e a nação pecaminosa prevalece. No verso quarto fala da lei afrouxar (torah tafug), ou seja, a lei expirou. Há preocupação que a lei de Moises protegia Israel (Dt 28:7). O verso quinto é uma profecia de uma obra maravilhosa nos dias de Cristo. Os caldeus são os Babilônicos. Nação forte, terrível, amarga, com grande exército que vai conquistar o mundo inteiro. A arrogância das suas conquistas vai atribuir ao poder do seu deus. Apesar de que foi o próprio Senhor que levantou para corrigir os pecados do seu povo (Lv 26:14-18). O profeta ressaltou eternidade do Senhor, a sua força como rocha para fazer juízo e prevalecer a favor de Judá. Além disso, a pureza dos seus olhos em enxergar tanta maldade do ímpio e ficar impune. Habacuque faz uma lamentação comparando o seu povo como os peixes e lagartos sem governo. A mercê da rede que faz a varredura e após existe o regozijo da pesca. O seu questionamento é que Deus não queria retribuir com a sua rede contra os seus inimigos.

Capítulo 2:

O profeta ficou na posição de vigilância e esperando Deus anunciar alguma visão. Em razão disso, o Eterno falou de uma visão para o fim e de um tempo determinado (moed) e deveria escrever em tábuas para que fosse lido. A alma estava altiva e não integra, sendo que o justo viverá da fé (emunah: fidelidade, lealdade, confiança). A Babilônia é considerada como um homem insaciável pelo vinho que o engana. Por uma vida que é levada para a região dos mortos (Sheol ou inferno), pois espoliarão as nações para a sua própria soberba. No entanto, a punição pela cobiça dos bens mal adquirido e unido com a violência, a maldade, a matança e o roubo. Terá a recompensa de outra nação que será levantada para depor a Babilônia. O verso quatorze é uma profecia a respeito de Jesus. Pois fala sobre o conhecimento da glória do Senhor no mundo inteiro. Logo, os versos posteriores estão falando do final dos tempos. A glória de Deus é manifestada: Cristo para salvação. Entretanto, homens estarão entorpecidos e embriagados e com doutrinas erradas. Buscando ainda a idolatria para responder e ensinar sobre a verdade. Acontece que o cálice de Deus virá sobre esse ultraje, é uma forma de juízo de Deus. Mas o Senhor estará no seu templo santo, o mundo ficará em silêncio.

Capítulo 3:

A oração do profeta Habacuque foi de temor, que o nome do Senhor fosse conhecido. O pedido foi avivar a obra no meio dos anos. A fim de que se lembrasse da sua misericórdia. É interessante que a vinda do Senhor será para manifestar a sua presença gloriosa em toda a terra. Destruindo os poderes da natureza para trazer o julgamento sobre todas as nações. Tendo o objetivo de salvar o seu ungido e o seu povo, acabando com os ímpios. Nos versos quatorze o profeta tem uma visão da invasão da Babilônia em Judá e a calamidade, a destruição que seria feito. Em razão disso, o medo, o desespero e a dor entrou no interior por causa dessa visão. Contudo, se não houvesse alimentos nos pomares, animais no campo. Alegria no Senhor e adoração continuariam. Porque o Senhor é a força, fará correr como cervo nas alturas.

Pr. Roberto Soares

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